Pela Cassação de Nikolas Ferreira

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A reconstrução das mensagens do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, revelou as relações entre integrantes da alta cúpula da política brasileira e interesses econômicos bilionários sustentados por recursos, decisões e estruturas do Estado. Apesar do discurso que Nikolas Ferreira mantém nas redes sociais, o escândalo expõe sua proximidade com esse sistema. Vorcaro financiou os jatinhos utilizados por Nikolas durante o período eleitoral de 2022 - uma ação clara de articulação entre poder econômico e representação política destinada a influenciar decisões públicas no legislativo. O envolvimento também aparece na tentativa de liberar um ativo minerário localizado em uma das barragens com maior risco de rompimento de Minas Gerais, a barragem de Água Fria. Thiago Rodrigues de Faria, advogado, ex-assessor e chamado de “irmão” por Nikolas, pretendia viabilizar, por meio da empresa G Mais Ambiental, um contrato que lhe garantiria 25% dos ganhos obtidos com a regularização da exploração da lavra, um ativo avaliado em aproximadamente 45 milhões de dólares. O contrato já estava assinado e dependia da autorização para licença ambiental de uma empresa ligada a Daniel Vorcaro. A G Mais Ambiental (empresa responsável pela retirada do minério) está entre as empresas investigadas na Operação Rejeito, operação esta que desarticulou uma organização criminosa voltada à produção fraudulenta de licenças ambientais para a exploração mineral. O grupo atuava especialmente em áreas de preservação ambiental e de patrimônio histórico, como a Serra do Curral e a região de Ouro Preto, onde se encontra a barragem que Thiago Rodrigues de Faria pretendia explorar. O esquema utilizava o poder econômico para corromper servidores de órgãos ambientais estaduais e dirigentes da Agência Nacional de Mineração, facilitando autorizações e alterando regras em benefício daqueles envolvidos com a mineração. Nos grandes esquemas de corrupção, os interesses dos verdadeiros beneficiários costumam ser conduzidos por intermediários. A relação entre Nikolas Ferreira e seu ex-assessor/advogado/amigo/’’irmão’’, não pode ser tratada como coincidência, tão pouco a busca de favores direcionadas a Daniel Vorcaro. O objetivo não era apenas facilitar ou intermediar decisões: era participar diretamente dos benefícios produzidos pela influência política. O método da barragem de Água Fria é o mesmo método de montagem que a barragem de Mariana e Brumadinho. Minas Gerais carrega as marcas de sucessivos rompimentos de barragens e da irresponsabilidade de empresas e autoridades, que transformam vidas humanas em uma estatística de quantidade de “mortes aceitáveis”, como vimos nos cálculos dos riscos da barragem de Brumadinho e Mariana que vitimou 306 pessoas, em nome do lucro e da destruição ambiental completa de fauna e flora exclusivos do território. Não podemos aceitar que um deputado comprometido com esses interesses continue legislando sobre nossas vidas, nossos territórios e nosso futuro. Nikolas Ferreira não representa os interesses do povo. Representa um sistema no qual o poder político serve ao enriquecimento privado, enquanto a população assume os riscos e paga a conta. Quem coloca a vida do povo mineiro em risco não merece cadeira em Brasília. Esse crime pode ser considerado abuso de poder econômico, corrupção passiva e tráfico de influência! Não podemos deixar de citar o crime de falsificação de documento oficial, conforme a publicação de Nikolas Ferreira em suas redes sociais, de um laudo da Polícia Federal atestando sua ‘’inocência’’. Por isso, exigimos: - A cassação imediata do mandato de Nikolas Ferreira; - A sua inelegibilidade; - A investigação de todas as relações políticas e financeiras envolvidas na Mina de Águas Claras. - A responsabilização de todos os participantes do esquema. Assine e compartilhe este abaixo-assinado. Vamos levá-lo ao Congresso Nacional e aos órgãos competentes.

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